Por uma fé libertadora

Nesse momento, vivemos uma crise que aumenta o sofrimento do povo: desemprego, inflação, corrupção, etc. E tudo indica que isso ainda vai longe. Então devemos nos perguntar: Será que o que nos resta é ficar parados, de braços cruzados e lamentando a situação? Ou nós, cristãos, podemos fazer alguma coisa?

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Acolher a novidade que vem do Senhor

Nossa cultura ocidental cristã é marcada pela desvalorização da sexualidade. Segundo a estudiosa Marga Janete Ströher1, isso se dá porque herdamos uma interpretação teológica de negação do prazer sexual. No início do Cristianismo se esperava umaparusia iminente, assim o ideal era não se ocupar com as questões do corpo, da sexualidade, ou com o casamento, para se dedicar exclusivamente “às coisas de Deus”. (cf. 1Cor 7, 32-34). É por isso que o celibato e abstinência passaram a ser como um estado ideal do cristão.

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“Importava praticar estas coisas, mas sem omitir aquelas”

“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, que pagais o dízimo da hortelã, do dentro e do cominho, mas omitis as coisas mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Importava praticar estas coisas, mas sem omitir aquelas” (Mt 23,23).  Para Jesus, o culto só tem valor se acompanhado da prática da justiça. Jesus tem uma postura crítica ante a falta de autenticidade dos que prestam culto a Deus, mas que não trazem para a sua ação cotidiana o que o culto significa. A oração, ou o culto sem a prática da caridade e da doação de vida aos irmãos não tem sentido.

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Caminho cristão

“Pai Santo, guarda-os em teu nome, o nome que me deste, para que eles sejam um assim como nós somos um” (Jo 17, 11b). Com essas palavras, o Senhor revela que deseja ser um conosco. Por outro lado, revela também que podemos não nos unir a Ele, pois podemos nos perder. Por isso que Jesus reza ao Pai, pedindo para “nos guardar”.

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Alguns frutos da oração

A oração verdadeira só é possível quando há um encontro da verdade da pessoa com Deus. A oração é o ato de aproximar-se de Deus e colocar diante dele todo o ser, livre de máscaras, com todas as virtudes e as falhas. Isso significa estar desnudo diante do Senhor. É por isso que a oração é capaz de fazer a própria pessoa se conhecer melhor e a se aceitar como é. Muitas vezes, alguém pode se imaginar como um ser perfeito, mas quando se depara consigo mesmo, no chão da realidade, se rejeita. A oração como o encontro da verdade do ser humano com Deus liberta a pessoa das fantasias que ela cria de si mesma e contribui para uma autoaceitação.  Ter essa experiência é ter contato com o “barro” que somos nas mãos de Deus e deixar-se modelar por ele. Acolher-se como “barro”, sentir-se pecador e aceitar-se pecador, nos dá abertura para nos entregarmos nas mãos desse oleiro. O homem que não ora se endurece, não se conhece, não se aceita como “barro” e não se deixa modelar.

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O envio missionário como jeito de ser do cristão

Tomando o Evangelho de Marcos 6,7-12, vemos que, depois de terem aprendido sobre o plano de Deus com Jesus, os doze discípulos foram enviados por ele de dois a dois, para pregarem a boa nova aos povos. Recomendou que não levassem dinheiro nem duas túnicas e lhes deu o poder de curar e de expulsar demônios. No gesto de enviar os discípulos de dois a dois, está implícito o que Jesus mais ensinou a seus seguidores: o jeito fraterno de se viver, de estar juntos à mesa, de servir um ao outro, de rezar juntos e de encontrar a Deus no próximo. Todos os cristãos, portanto, devem viver a fraternidade no mundo, contrapondo-se à realidade contemporânea, em que o interesse pessoal é colocado sempre acima de tudo, fazendo dos irmãos objetos de uso e de exploração para a autopromoção. A igreja, por meio de seu testemunho de vida, mostra que é possível viver lado a lado, partilhando e lutando pela realização do mesmo projeto que dá vida em abundância para todos: a construção do Reino de Deus.

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Deus não nos condena, por que nós temos que condenar?

“Todo o povo se reuniu em volta dele. Sentando-se, começou a ensiná-los” (Jo 8,2). É preciso ter Jesus como mestre, pois pela sua palavra saberemos por onde andar. Em Jo 8,1-11, esse mestre nos ensina a não julgar as pessoas a partir do que acreditamos que seja certo ou errado. Para Jesus, não é o que a pessoa faz que a caracteriza. Há algo anterior à sua ação, isto é, antes de qualquer atitude, há algo que mostra quem realmente uma pessoa é – que nunca deixará de ser, independente da sua conduta: o fato de ser filho(a) muito amado(a) por Deus.

Diferentemente pensam os mestres da lei, que concebem as pessoas a partir do que a lei diz ser certo ou ser errado. Ao se utilizar desse critério, o valor das pessoas fica preso ao que fazem e não ao que realmente são: filhos(as) criados(as) e amados(as) por Deus. Se alguém realiza algo considerado errado pela lei, será visto a partir da falha que cometeu e não pelo que realmente é. Por exemplo, se se considera errado fazer uma tatuagem ou se uma pessoa é homossexual e isso é entendido como “errado”, essa pessoa será considerada uma “maçã podre” na sociedade. No Evangelho que estamos meditando, os mestres da lei queriam matar uma mulher que foi pega em adultério, algo que é errado segundo a lei, então, para eles, ela não tinha mais valor como ser humano e, por isso, deveria ser condenada à morte.

Porém, o mestre Jesus mostra que somos mais do que nossos atos. O que as pessoas fazem ou deixam de fazer não engloba toda a realidade do ser humano. Nesse sentido, devemos ir além dos nossos julgamentos e tocar na essência humana. Por isso que, quando o Senhor olha para a mulher adúltera, diferentemente dos mestres da lei que a viam como uma mulher pecadora, o senhor enxergava uma filha muito amada por Deus. O erro que ela cometeu não é capaz de tirar isso dela.

Àqueles que insistiam em condená-la, Jesus recorda que todos que estavam ali já tinham cometido pecado segundo a lei. Para eles, ele diz: “Quem não tiver pecado que atire a primeira pedra” (Jo 8,7) e o relato conta que nenhum deles foi capaz de arremessar a pedra que trazia nas mãos. Assim percebemos que todos nós pecamos. Diante de Deus, todos somos pecadores e não está em nossas mãos o direito de condenar. O próprio Senhor, o único que pode ser juiz, diz para todo pecador: “Eu não te condeno. Podes ir e, de agora em diante, não peques mais” (Jo 8, 11).

Pe. Fagner Dalbem Mapa, C.Ss.R.

Para a nossa conversa: 

O que é preciso para termos essa mesma atitude de Jesus diante dos que erram?

É possível, para nós, acolher pessoas que cometem crimes?

Venha ser um missionário Redentorista:
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Proposta cristã

Quando ao escutar as palavras do Senhor, deixamos que elas germinem em nosso coração, vivencia-se então um crescimento que se dá a cada dia. Pois seguir a Cristo transforma a nossa vida. O ensinamento de Jesus é simples: amar. Porém, a realidade de muitos cristãos é a de cair numa prática muito criticada por Jesus nos Evangelhos: viver a fé de forma superficial.  Será que damos de comer a quem tem fome, hospedamos e vestimos os migrantes e imigrantes necessitados, ou visitamos os doentes? A vida do cristão é doação de si. Não pode se resumir em evitar pecados ou cumprir normas e leis. O fundamental do cristianismo não é a lei ou o pecado, mas sim o amor e por amor doar a própria vida.

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Foi através de José que Jesus aprendeu a dizer: – Pai!

José – pai terno que levanta uma criancinha contra seu rosto, mas ao mesmo tempo, exigente como deve ser um verdadeiro pai, desafiando seu filho para formá-lo, enquanto o apoia.

Na sagrada família, José é a manifestação do Pai. Por meio da obediência de José, a vontade de Deus Pai se manifestava de forma grandiosa, por isso, ele foi a imagem do Pai para Jesus e para Maria. Jesus via no rosto de José a manifestação do seu Pai eterno e Maria, via nele o seu esposo. Assim se cumpria a vontade de Deus. Como Jesus, devemos amar esse santo, que manifestou de forma tão concreta a ternura do Pai. José e Maria fazem parte do mistério da encarnação de Deus, manifestado plenamente em Jesus.

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