Liberdade criativa e fiel

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“De que modo nós, pessoas deste tempo, e desta época, podemos chegar a uma compreensão melhor da liberdade?”, se pergunta o teólogo Bernhard Haering que defende profundamente que somos capazes de viver a própria liberdade sem perder a fidelidade a Cristo. Em Jesus descobrimos que Deus nos chama à criatividade e a sermos co-reveladores da redenção e da criação, e somos livres para realizar tal criatividade no mundo. “Ele quer que sejamos co-criativos, co-artistas, e não apenas meros executores, sem espírito, de sua vontade”1[.  Haering ressalta que estamos em um tempo de mudanças profundas e rápidas, de novos desafios que levam a ampliar os horizontes da liberdade, o que exige, de cada um, uma fidelidade criativa.

O grito do povo oprimido

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Durante seu ministério, Jesus mostrou aos discípulos a triste realidade do povo sem pastor, das ovelhas dispersas e sem rumo (cf. Mt 9,36), pois os pastores só cuidavam dos seus interesses e não se interessavam pelas ovelhas. O sofrimento do povo em nossos dias se dá justamente por causa do descaso de seus dirigentes, seja dos governantes políticos que só defendem os seus interesses, seja dos religiosos que não se dedicam à causa dos injustiçados. Jesus, pelo contrário, viveu toda a sua vida entre pobres, desempregados, prostitutas, pecadores, doentes, leprosos e possessos. O clamor de Jesus na cruz: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes” é o clamor que reúne todo o grito do povo numa denúncia contra as autoridades de Israel, doutores da lei, fariseus, sacerdotes e anciãos. 

A pastoral de Afonso entre os pobres e pecadores

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Santo Afonso tem Jesus Cristo como centro de sua vida, de sua missão e de suas obras. O povo pobre é também um elemento central para entender este santo, pois, para Afonso, os pobres são o sacramento de Cristo; ele acredita que é amando e servindo aos pobres que ele serve e ama a Cristo. Assim, percebemos que a missão de Santo Afonso tem como foco principal o povo humilde e simples, ele se sente inspirado a ler e interpretar o Evangelho a partir desses injustiçados e assume para si a cultura, os sentimentos, a maneira de rezar e a bondade dos pobres.

A Oração Afonsiana

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Santo Afonso tem uma proposta de oração que promete nos inflamar de amor por Deus. É um método bem acessível, chamado por ele de “oração mental”. Essa oração nada mais é do que a combinação da prática de “meditar” – que se refere a pensar e a refletir sobre os mistérios da fé, com a ação de “rezar” – que se define como a elevação do coração a Deus. Porém, a “oração mental” necessita ser adaptada aos aspectos teológicos do nosso tempo e receber um novo nome, como sugere o teólogo redentorista Dennis Billy1.

Santo Afonso e a aceitação da própria verdade

Santo Afonso e a aceitação da própria verdade
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Um dos maiores desejos de Santo Afonso é nos ajudar a sermos capazes de olhar para dentro de nós mesmos e ali encontrarmos Deus. Então ele nos mostra que é necessário descer ao fundo de nosso coração, mergulhar na verdade da própria vida e não enganar a nós mesmos.

A missão de Santo Afonso

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Os mistérios da encarnação, da paixão e da eucaristia “celebram a grande caminhada de Deus até o coração humano. Deus entrou em nosso mundo, dando-se a si mesmo a ponto de morrer por nós e de se tornar a nossa verdadeira fonte de esperança eterna”1. Por isso, Santo Afonso intuiu que o cristianismo consiste mais em Deus encontrar o ser humano do que o ser humano encontrar Deus, o que difere o cristianismo de todas as outras religiões.