Alegra-te

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“Alegra-te” foi a primeira coisa que Maria ouviu quando soube ser a escolhida para uma missão. “Alegra-te” é então, a primeira palavra de Deus a toda criatura ao lhes oferecer a salvação. Tal alegria, portanto, vem da experiência do “Deus conosco” que Maria acolhe em seu ser, uma alegria que nasce da fé. Assim, todos nós podemos nos unir a Maria para acolher o salvador e, junto com ela, nos alegrar, pois quando Deus é acolhido com fé, Ele nos revela o caminho da felicidade plena1. “A felicidade só pode senti-la a alma, e não a razão, nem o ventre, nem a cabeça, nem o bolso” (Hermann Hesse).

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Coração agradecido

Baixe e compartilhe (mp3)

Desde que somos gerados no ventre de nossa mãe, a gratidão já pulsa nas primeiras batidas do nosso coração. A vida foi nos dada gratuitamente, nosso corpo é um presente não só da mãe que nos ofereceu sua energia na gestação, mas de toda a natureza e de toda história da evolução que herdamos e ajudamos a construir. É nos dado um nome, uma cultura, uma religião, uma consciência. Ou seja, tudo que somos e temos não começa conosco e não parte apenas de nós, mas vem de um passado que não sabemos quando exatamente começa, passa por milhares de pessoas, antes e durante toda a nossa vida. Vemos então que a gratidão é algo que podemos dizer que faz parte da essência da nossa vida. Somos agradecidos a Deus que nos dá tão precioso dom, somos agradecidos a toda a humanidade que de uma forma ou de outra participa desse dom, somos agradecidos a toda a criação que sustenta a nossa vida, muitas vezes doando a sua própria.

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O Cristianismo no mundo

O que Jesus queria é muito claro: a felicidade do homem, que para Ele se encontra na abertura a Deus e aos irmãos (cf. Lc 10,25-37). Assim podemos perceber que Jesus não veio pregar a sua pessoa, mas sim o que Ele representa: a salvação e a divinização humana.

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A lei do amor

A favor do amor, Jesus é livre perante a lei. O pecado para Ele, não é aquilo que está contra a lei, mas aquilo que não vem do amor. Na verdade, para Jesus a única lei é o amor1. O que Jesus ensina incomoda àqueles que estão na situação cômoda de cumprir a lei, como incomodava os fariseus que se recusavam à conversão para não precisar se desinstalar e se deixar guiar pelo amor2. O amor supera todas as leis e leva todas as normas ao absurdo. O amor supera a própria justiça, pois a justiça pede que seja dado, a cada um, o que lhe é devido, mas o amor pede para ir além disso, nos leva a renunciar a nós mesmos para dar a própria vida ao próximo3.

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O ano da graça do Senhor

O Reino de Deus não é só algo espiritual, pelo contrário, ele tem muito de concreto influenciando a nossa vida através da ação do Espírito do Senhor, que encontra acolhida em muitos corações. É verdade que o Reino é frágil e sem aparato, é como a semente de mostarda (menor de todas), mas ele já se realiza no meio de nós como fermento na massa, criando novos hábitos de viver no mundo1. Com Jesus, o reino de Deus já não é impossível, é uma realidade incipiente dentro do nosso mundo; ele trouxe uma nova ordem, ele faz novas todas as coisas2.

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Espírito e caminho

O Senhor se mostra tão desejoso da nossa conversão, que ele abandona as noventa e nove ovelhas para ir atrás da perdida, e a exemplo da mulher que busca com desespero a moeda perdida e faz festa quando a encontra, ele faz o mesmo com cada um que se perde. Assim ele diz que o céu se alegra com a conversão de um pecador. Que conversão é essa que tanto o Senhor deseja de nós? Não acredito que ele queira que nos enquadremos em leis. Penso que se trata de algo muito maior e que está intimamente ligado ao amor. Penso assim porque Jesus mesmo transgrediu as leis de seu tempo guiado pelo amor e pela compaixão. Assentava-se com os pecadores quando um praticante da lei não poderia, ele fazia curas aos sábados e foi muito criticado pelos entendidos da lei, mas ele não aceitava seus argumentos.

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Discípulos-missionários

Encontramos, no Evangelho de Mateus, três formas fundamentais de relação que as pessoas tinham com Jesus, que são identificadas como: “multidão”, “discípulo” e “apóstolo”. Em “multidão”, está a pessoa que é apenas uma espectadora, mas não se envolve com Jesus. “Discípulo” é aquele que assume um compromisso com o Senhor e que deseja estreitar laços com ele. E “apóstolo” é um discípulo que se coloca a serviço do projeto de Jesus e partilha da sua missão, ou seja, é um discípulo-missionário do Senhor. Vemos, assim, que há um caminho de evolução na relação com Jesus: a pessoa deve sair da multidão, tornar-se um discípulo e depois assumir a missão de Jesus como missionário. Porém, um missionário nunca deixará de ser também discípulo, pois ele continua um processo de crescimento e de abertura a Deus e ao seu projeto.

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Alguma coisa está errada

121Quando vimos a imagem do corpo daquele menino sírio deitado na praia, na posição de uma criança que dorme, todos nós percebemos que alguma coisa estava errada e entendemos que o erro não se restringe somente àquela cena, mas que há algo mais profundo, pois ela é apenas um sintoma doloroso de uma doença grave. Podemos dizer que aquela cena fez surgir uma sensação de que algo está diferente do que somos, de que há algo que não condiz com nossa “raiz”.

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Um desafio para os tempos atuais

Diante da realidade de degradação do meio ambiente, o Papa Francisco, atento aos sinais de morte cada vez mais expressivos em nosso mundo, propõe, em sua Encíclica, Laudato Si (LS), um caminho de conversão para libertar o mundo das amarras consumistas que escravizam e destroem a vida. É uma proposta que abrange praticamente todas as áreas da nossa existência, um desafio cultural, espiritual e educacional (Cf. LS 202), que requer a formação de uma consciência crítica ante a ideologia da sociedade moderna que impõe a necessidade de progresso ilimitado, sustentado pelo mercado e pelo consumismo, pois o estilo de vida consumista deixa o meio ambiente e o próprio ser humano indefesos. É superando o individualismo que poderemos desenvolver um estilo de vida alternativo, o que torna possível uma mudança na sociedade (cf. LS 208).

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Um mundo para partilhar

Há, na Bíblia, uma pergunta de Jesus muito questionadora sobre o modo atual que estamos vivendo no mundo. Vendo a multidão que estava com fome, Jesus pergunta aos discípulos: “Onde vamos comprar pão para que eles possam comer? ” (Jo 6, 5). Em seguida, o evangelista João diz que Jesus sabia o que fazer, revelando tratar-se de uma pergunta didática. Pois, além de não haver lugar para comprar pão, eles não teriam dinheiro suficiente para tal. Jesus, portanto, quer nos ajudar a perceber que o princípio de compra e venda, que está na base de nossas relações, não serve para saciar o ser humano de sua “fome”. O sistema capitalista não consegue saciar a todos, além de causar muito sofrimento e causar muitos danos ao meio ambiente. Então Jesus vai mostrar o caminho: Ele pede para chamar a criança que trazia consigo cinco pães e dois peixes, bendize a Deus e reparte. E aquilo que parecia ser pouco, saciou a todos e ainda sobrou. Nesse gesto, Jesus mostrou que o pão é insuficiente quando cada um quer saciar só a sua fome, mas que pode se multiplicar, se todos estiverem dispostos a colaborar.

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