O Espírito Santo no cotidiano humano – II

O Espírito Santo no cotidiano humano – II
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Como dizíamos no texto I, nem sempre os fiéis sabem nomear a experiência do Espírito em suas vidas, pois esta se mistura com o cotidiano e pode parecer apenas um ato humano. Imaginemos, por exemplo, um povo oprimido que, de repente, descobre que pode sair de uma situação de submissão, de exploração para a consciência de ser um povo digno, que tem seus direitos, que pode ser protagonista e lutar pela sua dignidade de vida. Essa é uma das experiências daqueles que são tocados pelo Espírito.

O Espírito Santo no cotidiano humano – I

O Espírito Santo no cotidiano humano – I
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Os comportamentos masculinos e femininos podem nos ajudar a exprimir o que Deus é, pois somos sua imagem e semelhança, dessa forma, para nos ajudar a compreender o modo de agir do Espírito, podemos utilizar esse recurso de fazer uma analogia com a natureza humana. Assim, percebemos que, na Bíblia, as funções do Espírito correspondem a formas de agir ligadas à maternidade e ao feminino em geral: inspirar, ajudar, apoiar, cobrir, fazer nascer. Por isso concluímos que o Espírito representa o amor maternal de Deus e age de acordo com os modos de agir da mulher.

Liberdade criativa e fiel

Liberdade criativa e fiel
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“De que modo nós, pessoas deste tempo, e desta época, podemos chegar a uma compreensão melhor da liberdade?”, se pergunta o teólogo Bernhard Haering que defende profundamente que somos capazes de viver a própria liberdade sem perder a fidelidade a Cristo. Em Jesus descobrimos que Deus nos chama à criatividade e a sermos co-reveladores da redenção e da criação, e somos livres para realizar tal criatividade no mundo. “Ele quer que sejamos co-criativos, co-artistas, e não apenas meros executores, sem espírito, de sua vontade”1[.  Haering ressalta que estamos em um tempo de mudanças profundas e rápidas, de novos desafios que levam a ampliar os horizontes da liberdade, o que exige, de cada um, uma fidelidade criativa.

O grito do povo oprimido

O grito do povo oprimido
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Durante seu ministério, Jesus mostrou aos discípulos a triste realidade do povo sem pastor, das ovelhas dispersas e sem rumo (cf. Mt 9,36), pois os pastores só cuidavam dos seus interesses e não se interessavam pelas ovelhas. O sofrimento do povo em nossos dias se dá justamente por causa do descaso de seus dirigentes, seja dos governantes políticos que só defendem os seus interesses, seja dos religiosos que não se dedicam à causa dos injustiçados. Jesus, pelo contrário, viveu toda a sua vida entre pobres, desempregados, prostitutas, pecadores, doentes, leprosos e possessos. O clamor de Jesus na cruz: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes” é o clamor que reúne todo o grito do povo numa denúncia contra as autoridades de Israel, doutores da lei, fariseus, sacerdotes e anciãos. 

A pastoral de Afonso entre os pobres e pecadores

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Santo Afonso tem Jesus Cristo como centro de sua vida, de sua missão e de suas obras. O povo pobre é também um elemento central para entender este santo, pois, para Afonso, os pobres são o sacramento de Cristo; ele acredita que é amando e servindo aos pobres que ele serve e ama a Cristo. Assim, percebemos que a missão de Santo Afonso tem como foco principal o povo humilde e simples, ele se sente inspirado a ler e interpretar o Evangelho a partir desses injustiçados e assume para si a cultura, os sentimentos, a maneira de rezar e a bondade dos pobres.